terça-feira, 7 de setembro de 2010

Brasileiros são os mais barrados em aeroportos da Europa no 1º trimestre

Segundo os dados mais recentes da agência de controle de fronteiras, 1.842 pessoas tiveram de voltar ao País só entre janeiro e março

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Comissão Europeia, Jose Manual Barroso, não perdem a oportunidade de declarar que Brasil e União Europeia (UE) são aliados. Mas, nas fronteiras, a realidade é diferente. Dados da Frontex - agência europeia de controle de fronteiras - mostram que, no primeiro trimestre de 2010, os brasileiros foram os mais barrados em aeroportos da Europa.
Segundo a agência, 25.400 estrangeiros tiveram entrada rejeitada entre janeiro e março - número menor que o de trimestres anteriores, provavelmente pela crise na zona do euro. Deles, 1.842 eram brasileiros - 6,3% a mais que no final de 2009. O volume só perde para o total de ucranianos barrados, que chega a 5 mil. Estes, porém, não são obrigados a tomar aviões - até andando podem tentar cruzar a fronteira de seu país com a UE.
Para os europeus, os brasileiros barrados não deram garantias de que voltariam ao País e eram suspeitos de tentar entrar de forma irregular. Muitos deportados, no entanto, têm versões diferentes.
Assim como outras nacionalidades, os brasileiros também reduziram suas viagens à Europa no auge da crise. Há um ano, eram 2,2 mil detidos. Mas, naquele momento, cidadãos russos e georgianos, além dos ucranianos, eram em maior número.
Segundo a Frontex, os dados se justificam pela distância entre Brasil e Europa. Se africanos podem tentar entrar por barco e a cidadãos do leste europeu basta pegar um carro, os brasileiros precisam do avião. Mesmo assim, os vetos a brasileiros superam os de nigerianos, chineses e indianos.

Sem visto

Oficialmente, não é preciso visto para um brasileiro entrar na Europa. Mas, com políticas imigratórias cada vez mais restritas, a UE e seus 27 países vêm endurecendo os controles em fronteiras e aeroportos. No caso dos brasileiros, a instrução dada aos policiais aduaneiros é a de pedir provas de que têm dinheiro, hotel para ficar e, principalmente, passagem de volta.
Nos últimos anos, a diplomacia brasileira tem se queixado da situação e solicitado que cidadãos sejam tratados com dignidade até a deportação. Fontes do Itamaraty contaram ao Estado que a pressão continua sendo feita. "O tema de imigração sempre surge nas reuniões com a UE", resume um experiente negociador brasileiro na Europa.

Jamil Chade
Fonte: www.estadao.com.br (07/09/2010)

Para reduzir mensalidade, faculdades superlotam classes e laboratórios

Em busca dos estudantes da classe C, instituições particulares adotam modelo de curso de graduação mais barato. Com um número maior de pessoas por sala de aula, é possível diminuir gastos com infraestrutura e professores. Formato divide alunos.

O ingresso de estudantes da classe C no ensino superior brasileiro está levando muitas universidades e faculdades particulares a investir num modelo econômico de curso, que associa mensalidades reduzidas com classes muito grandes, formadas em geral por mais de 100 alunos.
A estratégia permite que as instituições fechem as contas no azul, mesmo cobrando mensalidades entre R$ 300 e R$ 500. Com salas maiores, caem os gastos com infraestrutura e, principalmente, o investimento em corpo docente - quanto maiores são as turmas, menos professores são necessários.
O modelo, porém, é polêmico. Alguns alunos aprovam, pela vantagem da mensalidade mais barata. Outros reclamam da bagunça nas aulas, da dificuldade para ouvir os professores, da pouca atenção para cada aluno e da falta de condições apropriadas em laboratórios.
Ao entrar em Educação Física da Universidade Paulista (Unip) no ano passado, Carolina Paiva, de 21 anos, não imaginava que a quantidade de colegas de sala representaria uma barreira ao aprendizado. No laboratório de anatomia, os mais de 100alunos tinham de se espremer em volta do professor e do único exemplar de corpo.
"As aulas práticas também não eram produtivas. Para tudo era preciso ficar esperando", conta. Segundo a estudante, a situação melhorou este ano porque a alta evasão reduziu a turma quase pela metade.
Aluno do 3.º ano de Ciências da Computação na Universidade Nove de Julho (Uninove), Caio Leandro Alves Madeira, de 20 anos, conta que no início do curso, quando sua turma tinha 80 alunos, faltavam até carteiras na sala e as aulas eram muito tumultuadas. "Não é como nos EUA, onde as salas são cheias mas todo mundo é interessado", diz. Como resultado, muita gente desistiu do curso, sobrando apenas cerca de 30 alunos. "Está bem melhor, mas ainda hoje, nas aulas práticas, ficamos em dois por computador."
Ademir Fonseca, de 40 anos, no último ano de engenharia elétrica da Uninove acredita que sua sala, com 70 alunos, tem um "tamanho bom". Ao menos para aulas expositivas. "O problema mesmo é nos laboratórios. Tem sempre pouco equipamento. Falta até cadeira para todo mundo."
A turma de contabilidade de Agnon Antônio da Silva Junior, na FMU, começou com quase 100 estudantes. "Fica uma bagunça", diz.
A reclamação é a mesma de Fernanda Zanco, de 21 anos, no 3.º ano de administração na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap). "Com 80 alunos, se o professor faz uma piada, leva dez minutos até acalmar a classe", diz.
Para o consultor em ensino superior Ryon Braga, o problema não está no tamanho das turmas em si, mas em como a instituição de ensino monta seu projeto pedagógico. "Na aula expositiva, não importa se são 50 ou 500. Mas nas universidades são necessários também momentos de interação e discussão. Nisso as classes devem ser divididas. Não dá para ter debate em uma sala com 80", afirma.
Justificativa. Procuradas pela reportagem, a Unip e a Uninove não quiseram se pronunciar sobre o tema e as condições da sala. Para o presidente da Anhanguera Educacional, Antônio Carbonari Netto, o modelo das salas numerosas é necessário e positivo se for adotado com cuidado. "Claro que precisa ter estrutura para atender a todos. Mas não se pode ter aula teórica para só 30 ou 40 alunos; é desperdiçar um bom professor", explica. "Muitos ainda não mudaram o paradigma, mas se você tem bons professores, ninguém reclama de estar em uma sala grande."
Segundo a FMU, "algumas turmas, pontualmente, estão sendo divididas para atender a um melhor aproveitamento pedagógico e acadêmico". A Fecap informou que o tamanho médio das turmas é de menos de 50 alunos. "Acreditamos que o sentimento não representa a opinião da grande maioria de nosso corpo discente", diz a nota.

ANTONIO CARBONARI NETTO
PRESIDENTE DA ANHANGUERA

"Se o professor for motivador e tiver preparo, vai conseguir atenção dos alunos. Aí sobra mais dinheiro para gastar em outras coisas, como pesquisa. Muitos ainda não mudaram o paradigma, mas se você tem bons professores, ninguém reclama de uma sala grande."

Luciana Alvarez
Fonte: http://www.estadao.com.br/ (07/09/2010)

A verdade sobre o Grito

(Em homenagem a este nobre dia, republico aqui um texto que conta como foi realmente proclamada a independência no Brasil)

Quando fazia as pesquisas para meu primeiro livro ("O Chalaça"), um romance histórico que tem como protagonista o secretário particular do primeiro imperador do Brasil, deparei-me com um documento surpreendente: uma carta de dom Pedro 1º para sua amante Domitila de Castro Canto e Melo, a marquesa de Santos.
Tais papéis contavam uma nova versão para a independência do país.
Tratava-se de uma revelação tão retumbante que, confesso, tive receio das possíveis repercussões e a omiti.
Porém, passados 15 anos do livro e quase 200 desde o Dia do Grito, finalmente tomo um gole de coragem e trago a público esta importante página da história pátria:
"Titília, minha querida, nestes dias aconteceram coisas mui divertidas que não posso deixar de te contar. Tudo começou quando voltávamos de Santos. Estávamos ao lado do riacho Ipiranga quando o Chalaça espreguiçou e disse: 'Bem que podíamos dar uma parada e jogar uma partidinha de futebol'.
"Imediatamente aprovei a ideia e ordenei à comitiva que desmontasse dos burros. Por sorte havia dois pares de palmeiras que nos serviriam perfeitamente de traves. Porém, havia um problema. Não estávamos em 22, mas apenas em 13. Então mandei que o Chalaça fosse convidar nove homens entre os camponeses que estavam ali perto a nos observar. Como não se nega um convite do príncipe regente, logo tínhamos onze de cada lado. Um dos times, só com os portugueses da comitiva, ficou escalado assim: Joaquim; Manuel, Joaquim Manuel, Manuel Joaquim e Manu; Quim, Manuelzão e Quinzinho; Maneco, Quinzão e Jota Eme.
"No outro ficamos o Chalaça, eu (de goleiro, é claro) e os nove brasileiros. Não lembro de todos, mas sei que havia um de pernas tortas, um de fartos bigodes, um que possuía um nome grego (talvez Sófocles), um branco alcunhado de Galinho e um negro chamado Nascimento.
"Mal começou a peleja e vi que seria um passeio. Os brasileiros trocavam passes com tanta maestria que mais pareciam bailarinos. Penetrávamos na defesa adversária como se fôssemos faca e ela, manteiga. Eu não precisei fazer uma defesa sequer e fiquei encostado numa das palmeiras assistindo ao espetáculo.
"Os nossos golos brotavam naturalmente, e o primeiro tempo terminou com o redondo placar de 10 a 0. Foi então que minha comitiva, irada por perder de forma tão vexaminosa, cercou-me e exigiu que eu e o Chalaça deixássemos o time dos brasileiros e passássemos à equipa dos lusitanos. 'Teu dever é defender Portugal', diziam eles.
"Pensei em como seria terrível enfrentar aquela equipa e não tive dúvidas, ergui a bola e gritei: 'Pelo meu sangue, pela minha honra, pelo meu Deus e pelo meu time, juro promover a liberdade do Brasil! Independência ou morte!'
"O jogo continuou e terminamos ganhando por 23 a 1 (o Chalaça fez um golo contra).
"Pois bem, minha Titília, esta é a verdadeira história da Independência do Brasil. Mas, pensando no futuro, creio que vou inventar uma versão menos prosaica, com soldados, espadas e cavalos brancos. Um beijo do teu imperador e goleiro, Pedro."

José Roberto Torero (07/09/2010)
Fonte: http://blogdotorero.blog.uol.com.br

domingo, 5 de setembro de 2010

Como será a bala de prata na campanha

Qual a bala de prata, a reportagem que será apresentada no Jornal Nacional na quinta-feira que antecederá as eleições, visando virar o jogo eleitoral, sem tempo para a verdade ser restabelecida e divulgada?
Ontem, no Sarau, conversei muito com um dos nossos convivas. Para decifrar o enigma, ele seguiu o seguinte roteiro:
1. Há tempos a velha mídia aboliu qualquer escrúpulo, qualquer limite. Então tem que ser o episódio mais ignóbil possível, aquele campeão, capaz de envergonhar a velha mídia por décadas mas fazê-la acreditar ser possível virar o jogo. Esse episódio terá que abordar fatos apenas tangenciados até agora, mas que tenham potencial de afetar a opinião pública.
2. Nas pesquisas qualitativas junto ao eleitor médio, tem sobressaído a questão da militância de Dilma Rousseff na guerrilha. Aliás, por coincidência, conversei com a Bibi que me disse, algo escandalizada, que coleguinhas tinham falado que Dilma era "bandida" e "assassina". Aqui em BH, a Sofia, neta do meu primo Oscar, disse que em sua escola - em Curitiba - as coleguinhas repetem a mesma história.
As diversas pesquisas de Ibope e Datafolha devem ter chegado a essa conclusão, de que o grande tema de impacto poderá ser a militância de Dilma na guerrilha. A insistência da Folha com a ficha falsa de Dilma e, agora, com a ficha real, no Supremo Tribunal Militar, é demonstração clara desse seu objetivo. Assim como a insistência de Serra de atropelar qualquer lógica de marketing, para ficar martelando a suposta falta de limites da campanha de Dilma – em cima de um episódio que não convenceu sequer a Lúcia Hipólito.
Aliás, o ataque perpetrado por Serra contra Lúcia – através do seu blogueiro – é demonstração cabal da importância que ele está dando à versão da falta de limites, mesmo em cima de um episódio que qualquer avaliação comezinha indicaria como esgotado.
A quebra de sigilo é apenas uma peça do jogo, preparando a jogada final.
A partir daí, meu interlocutor passou a imaginar como seria montada a cena.
Provavelmente alguém seria apresentado como ex-companheiro de guerrilha, arrependido, que, em pleno Jornal Nacional, diria que Dilma participou da morte de fulano ou beltrano. Choraria na frente da câmera, como o José Serra chora. Aí a reportagem mostraria fotos da suposta vítima, entrevistaria seus pais e se criaria o impacto.
No dia seguinte, sem horário gratuito não haveria maneiras de explicar a armação em meios de comunicação de massa.
Será um desafio do jornalismo brasileiro saber quem serão os colunistas que endossarão essa ignomínia – se realmente vier a ocorrer -, quem serão aqueles que colocarão seu nome e reputação a serviço esse lixo.
Essa loucura - que, tenho certeza, ocorrerá - será a pá de cal nesse tipo de militância de Serra e de falta de limites da mídia. Marcará a ferro e fogo todos os personagens que se envolverem nessa história. Incendiará a blogosfera. Todos os jornalistas que participarem desse jogo serão estigmatizados para sempre.
Todas essas possibilidades são meras hipóteses que parte do pressuposto da falta de limites total da velha mídia.
Mas a hipótese fecha plenamente.

Luis Nassif (05/09/10)
Fonte: www.advivo.com.br/luisnassif

MÍDIA SUJA: A capa da Folha de São Paulo de domingo

A grande mídia brasileira, com destaque para a paulista, estufa o peito para dizer que seu trabalho é revelar a verdade dos fatos e para isso procura trabalhar de forma objetiva e neutra.
Várias matérias da mídia mostram que essa busca incessante por verdade não é bem neutra como querem que acreditemos. A última capa de domingo do jornal Folha de São Paulo (05/09/10) demonstra isso. Faltando menos de um mês para o dia da votação das eleições deste ano, o jornal apresenta a seguinte manchete: “Consumidor de luz pagou R$ 1 bi por falha de Dilma”.
Pergunta: Por que somente agora, um mês antes do pleito, essa matéria foi lançada?

Rogério de Souza

A Ficha Pública e as eleições proporcionais

Estamos a pouco mais de um mês das eleições, e os jornais estão repletos de manchetes sobre os candidatos a presidente e a governador. Pouca atenção, no entanto, tem sido dada a dois cargos de subestimada relevância: deputado estadual e deputado federal.
Não surpreende que, em um regime fortemente presidencialista, tenham maior visibilidade os cargos majoritários; todavia, não se pode esquecer a importância de nossos parlamentos, sob pena de agravarmos a crise institucional que abala o Legislativo.
A escolha de bons representantes nas Casas legislativas é essencial para o futuro do Brasil. É de seu interior, espera-se, que sairão as reformas necessárias ao desenvolvimento do país. Como fazer, no entanto, uma boa escolha? Que critérios utilizar no momento de eleger nosso candidato?
Hoje, mesmo o eleitor mais informado tem dificuldades em descobrir as propostas dos candidatos à Câmara Federal e às Assembleias. Na imprensa, o cidadão pouco encontra que o auxilie na fundamentação de seu voto. Nas ruas, milhares de cartazes tentam conquistá-lo apenas pelo apelo visual.
Nesse contexto, acaba votando nos políticos cujo trabalho já conhece, impedindo a renovação.
Poder-se-ia atribuir aos candidatos a pobreza de ideias que reina na campanha a deputado. No entanto, não se trata apenas da boa vontade do candidato. O quociente eleitoral do Estado de São Paulo aproxima-se dos 300 mil votos. Esse elevado número acaba por massificar a campanha, tornando-a extremamente superficial.
Além disso, o pouco espaço destinado à apresentação de suas propostas é disputado por milhares de candidatos. Somente no Estado de São Paulo, são quase 2.000 candidatos a deputado estadual e mais de mil ao cargo federal.
A ausência de debate em torno desses cargos, portanto, não é consequência da má vontade dos candidatos, tampouco do desinteresse do eleitorado. Trata-se, antes, de um problema sistêmico, cuja solução exige uma profunda reforma da estrutura político-eleitoral.
Enquanto essa reforma não se concretiza, é fundamental que os atores envolvidos nas eleições aos cargos proporcionais adotem iniciativas para qualificar a discussão.
É nesse sentido que surge o site Ficha Pública (www.fichapublica.org.br). Iniciativa de diversas entidades da sociedade civil, o endereço virtual concentra informações a respeito de candidatos a deputado estadual e federal pelo Estado de São Paulo.
Os dados são preenchidos pelo próprio candidato. Assim, todos saem ganhando: de um lado, o candidato passa a ter um espaço gratuito, no qual pode dar visibilidade a suas ideias e propostas; de outro, o eleitor aproxima-se do candidato, podendo construir seu voto de maneira mais consciente e informada.
Iniciativas dessa natureza, que envolvem todas as partes do processo eleitoral, contribuem para combater a desinformação e a ausência de ideias que, infelizmente, predominam em nossas eleições.
É necessário que os discursos vão além da crítica vazia, transformando-se em propostas concretas que contribuam para um debate de qualidade.

CELINA MARRONE é presidente do Movimento Voto Consciente.
GUILHERME CARVALHO é diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade representativa dos alunos da Faculdade de Direito da USP.
SORAIA MORAIS é gerente-executiva do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais).

Fonte: Folha de São Paulo (05/09/10)

Boa notícia, empresários amparam estudantes

Há um mês, um grande empresário decidiu contribuir para formar quatro brasileiros admitidos numa prestigiosa universidade privada (caríssima). Todos tinham bom desempenho escolar e vinham de famílias às vezes dissolvidas, sempre pobres. O filantropo fez questão de proteger todas as identidades do episódio.
Publicada a notícia, veio a boa novidade. Outro empresário resolveu acompanhar o exemplo e replicou a iniciativa, inclusive no anonimato. Pagará as anuidades de outros quatro jovens, que receberão pequenas ajudas em dinheiro e um laptop. Na primeira doação, a conta ficou em cerca de R$ 130 mil anuais.
Todos são bons alunos, dois vivem em favelas e um mora a três horas de distância da faculdade. A renda familiar das quatro famílias vai de R$ 1.900 a R$ 2.200. Dois foram criados pela mãe. Um não tem memória do pai. São filhos de garçom, motorista de ônibus, auxiliares de cozinha e de serviços gerais e vendedora de produtos de beleza.
Uma das famílias está sob ameaça de despejo da casa onde vive. Graças aos próprios esforços e com a ajuda do empresário, em pouco tempo estarão diplomados em direito, engenharia, ciências sociais e jornalismo.

Elio Gaspari
Fonte: Folha de São Paulo (05/09/2010)